A diferença entre persuasão e manipulação

Tempo de leitura: 3 min

Voltemos à velha discussão sobre o que significa persuasão e manipulação

Quem me conhece sabe que estudo persuasão pelo fato de ter sido muito tímido na adolescência.

Sim. Aprendi a gostar de temas que envolvem comunicação, oratória e tudo ligado a influência e assim, sempre alguém me questiona:

Qual a diferença entre persuadir e manipular?

Nesse texto vou falar sobre isso, mas antes, cabe conceituar a persuasão. 

Para Juliet Erickson, persuadir significa conseguir ser suficientemente relevante para o outro a ponto de influenciar sua forma de pensar ou de agir. A autora defende que aprender a persuadir é possível.

Robert Cialdini defende que antes de qualquer situação onde precisemos influenciar, que prestemos atenção ao contexto, a situação. Devemos então, criar um contexto ideal para que a negociação aconteça.

(Por exemplo, um professor influencia dentro de uma sala de aula; já fora dela, pode ser que ele não seja tão influente).

Cialdini chama isso de pré-suasão, nome de seu último livro. O contexto envolve o relacionamento, pois sem ele fica muito mais difícil criar âncoras persuasivas.

A questão é que a razão é o melhor guia na hora de saber se estão nos convencendo ou nos manipulando. Quando somos manipulados, nós o sentimos no estômago; quando nos convencem, é no coração, afirma Juliet Erickson.

Por exemplo, uma pesquisa mostrou que 40% de uma decisão se baseia em fatos, provas, oportunidades; 60% dependem do grau de compreensão, confiança e empatia com a pessoa ou a ideia em questão.

persuasão e manipulação
Fonte imagem: Unsplash.com

Todo o processo de persuasão depende dos relacionamentos, principalmente das primeiras impressões. Numa apresentação, é comum dar sentido aos slides e aos dados, mas se esquece estudar os indivíduos que estarão ali.

Uma pessoa muito dinâmica, rápida e inspiradora pode falhar diante de um interlocutor analítico, que precisa de fatos, tempo para pensar e um encadeamento lógico e gradual para tomar decisões.

No final das contas então, quem manipula, convence alguém de algo que não quer fazer. Quem realmente convence está ajudando o outro a tomar decisões.

O que significa persuasão então? A persuasão envolve o processo de levar o outro a decidir, considerando suas necessidades. A manipulação faz a mesma coisa, só que tem uma mentira acoplada.

Como exemplo final, digamos que um gestor prometa uma promoção a um empregado seu; esse gestor sabe que ao final do ano irá para outra divisão e que a promoção não irá acontecer na prática.

O chefe pode então manipular esse funcionário, pedindo seu comprometimento e tentando convencê-lo de que terá um avanço na carreira. Note que nesse caso, a manipulação acontece pois o gerente vai gerar uma expectativa que não vai se concretizar – e isso deveria ter ficado claro.

Entendeu a diferença?

Espero que eu tenha convencido você sobre a diferença entre manipulação e persuasão.

Ainda existe um outro conceito que é a fraude. Nessa modalidade, o fraudador manipula a vítima com a intenção de obter vantagem (ex: dinheiro/bens) sem que o interlocutor perceba que está fazendo isso.

Espero que você tenha gostado desse conteúdo. Se sim, deixe um comentário para ajudar ou compartilhe com sua rede. Vou deixar outros artigos que já escrevi sobre influência/persuasão.

Obrigado por ler! 🙂

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Referências

Artigo Persuadir com o coração. Revista HSM Management de set-out 2005.

Curso Linguagem corporal – Escola da Influência

Lei do compromisso em persuasão

Quando menos é mais: uma reflexão sobre o efeito da escassez

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